Boas vindas enxiridos da minha vida

Você não me conhece, talvez passe a conhecer! Mas será que eu existo? Será que me sinto? Ou será que eu brinco de existir pra você aturar meu ser insuperável e contráditório?

Ta não perca tempo respondendo isso, leia, descubra, se interesse, e se quiser palpite , minha vida é sua também. kkkkkkk Isso foi uma piada!



Eu sou Diva! Quer saber da minha história? Esqueça! Aqui você vai encontrar só a continuação

dela!




terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O dia em que a violeta morreu


           Ai!  10:30 ainda e já tinha acordado em plena quarta-feira. Não se espante , a minha condição de menina mulher decadente me permite isso! Permiti até a hora me que meu pai bate a minha porta e grita feito um louco! Ele ama fazer um barraco desde que esse barraco tenha meu nome envolvido!
          Sabe o que ele me trouxe? Trouxe martarocha com um recheio super caprichado, laranjada do tio Tonho pra repor minha vitamina C do corpo. É ele é barraqueiro, mas é bom pai. Ele olha pros lados caçando algo que seja limpo no apartamento. Faz aquele sermão de sempre, me dizendo que já não guardo minhas barbies no lugar(ele estava sendo nostálgico, isso era na época que eu fazia bale , disciplina do bale...deu pra perceber que esqueci ne). Olha pra minha magreza e relembra como minha mãe era uma miss. Ele disse que me falta carne, por isso que me alimenta.
         Depois do meu café e do sermão do senhor Olavo sento na beirada da janela, enquanto ele ta debaixo da pia consertando a goteira. A visão do beco do lado não está lá essas coisas, e a varanda no apartamento abaixo ta precisando de uma varrida. A rua ta louca como sempre, as pessoas andam como se fosse o fim do mundo e o tempo fosse nada perto da desgraça da vida deles.
        E a minha desgraça de vida ? Qual seria?
        Ao sair da janela olho pra mesa de canto da minha minuscula sala(mesa no qual a dias tinha esqucido que existia)  e percebo que a violeta morreu. Naquele instante percebi a grande desgraça da minha vida!
A violeta que um dia teve suas flores intesamente vivas, estava ali seca, sem vida, sem cor. Eu não entendia , mas sentia uma dor tão grande que fez cair uma lágrima. Peguei o vaso e fui pro meu quarto como se eu quisesse esconder o crime que havia cometido.
       Depois que meu pai consertou a pia , bateu em meu quarto querendo se despedir. Ele abriu a porta e escondi o vaso atrás do meu corpo, mas não escondi as lágrimas. Meu pai me olhou por alguns instantes e disse que as vezes precisamos perder algo pra fazer os nossos olhos se abrirem. Ai dentro de mim veio a pergunta. De onde saia a sabedoria desse homem que entendia meu sofrimento sem conhecê-lo? Ele me deu um abraço, pegou o vaso e se despediu dizendo. Vou trazer outra violeta pra você. Acho que essa já teve sua missão e te ensinou o que vc necessitava aprender.
        As palavras de meu pai ecoaram no meu pensamento dia todo. Até no bar do chico onde a única coisa que ecoava na minha cabeça era o sertanejo que ele amava escutar, as palavras me perseguiam. Mas o importante era entender o por que da minha decepção enorme pela morte da violeta, por que sim isso era o que eu necessitava aprender.
       Deitei novemante com todas as palavras em minha cabeça. Preferi tentar sonhar  do que me martirizar por uma dor que eu não entendia!
       

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